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Jornal Mineiro de Psiquiatria

História e pseudo-história da ciência

por Gene Callan

Resumo: Muitos livros científicos contêm dois ou três parágrafos históricos onde se descreve como a ciência moderna, miraculosamente, emergiu de um pântano de ignorância que chamamos de “Idade da Treva”.

 

Recentemente, depois de consultar um livro introdutório de biologia a respeito de uma descrição de meiose, eu dei uma olhada na introdução. Lá eu me deparei com a seguinte passagem:

“Por 2000 anos antes [da Renascença], os acadêmicos aceitaram os escritos de Aristóteles e outros filósofos antigos, e também certas doutrinas da Igreja, como sendo verdades infalíveis sobre o mundo natural. Precisou que grandes gênios, dentre eles Copérnico, Galileu e Newton, abalassem essa dominação do dogma e a substituísse por teorias e leis baseadas na observação direta da natureza. Nicolau Copérnico, e depois Galileu, fez observações de que a Terra e outros planetas circulavam em torno do Sol” ... (Wessells and Hopson, 1988, p.11).[1]

Muitos livros científicos contêm dois ou três parágrafos históricos similares a esse, onde se descreve como a ciência moderna, miraculosamente, emergiu de um pântano de ignorância que chamamos de “Idade da Treva”. O principal problema com tais estórias é que elas são quase inteiramente falsas. Vamos comparar o quadro pintado acima com o atual entendimento de acadêmicos que estudam a história da Revolução Científica.

A primeira afirmação, um lugar-comum, é que do tempo dos gregos até a Renascença, a mente européia foi escrava de uma visão de mundo dogmática, baseada somente na autoridade e que não progrediu em direção a um melhor entendimento do mundo natural. É certamente verdade que as idéias científicas se desenvolveram muito mais vagarosamente durante a maior parte do período em questão do que nos séculos mais recentes. (Mesmo admitindo isso, “2000 anos” parece um pouco excessivo, pois, ele inclui o tempo dos pioneiros como Arquimedes e Ptolomeu.) Durante a “Idade da Treva,” nos séculos seguintes à queda de Roma, a Europa Ocidental não desafiou a sabedoria científica recebida, principalmente porque ela não tinha quase nenhum conhecimento científico. As pessoas estavam lutando pela sobrevivência, e a vida intelectual caiu em inatividade temporária. De fato, ao contrário do afirmado no livro de biologia, na maior parte do período os escritos de Aristóteles estavam perdidos para o Ocidente, de forma que eles dificilmente poderiam ter sido aceitos como “verdades infalíveis!”.

Mas, à medida em que a vida intelectual da Europa Ocidental ia renascendo, os estudiosos começaram a reconsiderar as idéias dos antigos. Tal como Beda diz:

“Quando Aristóteles foi redescoberto no Ocidente, logo ficou claro que quando havia conflitos claros entre sua filosofia e a fé cristã, a última devia sempre prevalecer. Isso não era uma deficiência, pois, sobre a ciência física a fé não tinha mesmo muito o que dizer. A Bíblia poderia ser lida de forma não literária onde necessário, como fez Agostinho, de forma a que William de Conches pôde chamar de figurativa a explicação sobre a criação encontrada no Gênesis. Quase todo mundo concordava que a terra era uma esfera ainda que a Bíblia sugerisse uma terra plana. Mas, onde Aristóteles e a fé estavam em conflito, como em sua alegação de que o mundo era incriado e eterno, sua autoridade era enfraquecida e suas idéias eram questionadas. Isso abriu as portas para a idéia de um corpo de conhecimento em desenvolvimento que, quase sempre, é considerada ausente do panorama medieval”.

Por exemplo, no século XIV, um grupo de filósofos, muitos deles na Universidade de Paris, desenvolveram a teoria do impetus para o movimento. Foi, ao mesmo tempo, uma ruptura com uma das idéias centrais da física de Aristóteles e um passo em direção à moderna teoria da inércia. Eles também questionavam a crença prevalecente de que o movimento de cada planeta era guiado por um ser consciente:

“Apesar de a teoria das inteligências celestiais ter se tornado uma doutrina central na cosmologia helênica, árabe e escolástica, ela foi atacada durante o século XIV por diversos estudiosos, e mais incisivamente pelo trabalho de Jean Buridan (morto c.a. 1358) e de seu aluno Nicole Oresme (1320-1382)”.

Contudo, a física aristotélica permaneceu com a explicação principal da maioria dos fenômenos físicos, mesmo depois de já ir avançada a Revolução Científica. Há uma excelente razão para isso que nos traz ao próximo assunto. O livro texto citado acima alega que cientistas como Copérnico, Galileu e Newton foram capazes de “abalar esse domínio do dogma [aristotélico]” com “teorias e leis baseadas na observação direta da natureza”. Mais uma vez, os autores estão repetindo um lugar-comum, aquele que aparece em diversas estórias do nascimento da Ciência. Os filósofos escolásticos que dominavam as universidades medievais, envolvidos em suas elaboradas especulações metafísicas, ignoravam os simples fatos do mundo físico, que estariam acessíveis, se eles simplesmente dessem uma olhada em volta. Ao invés disso, as grandes personalidades da Revolução Científica confiaram na observação que os levou a desenvolver as teorias que substituíram a física aristotélica.

Mas, essa estória, por mais inspiradora, se complica com o fato de que Aristóteles foi um mestre da observação, um indivíduo cujas teorias estão firmemente baseadas no mundo que se revela diretamente aos sentidos humanos. O conhecimento, ele acreditava, começa com nossas observações do mundo em torno de nós. De forma similar, Ptolomeu construiu seu modelo cosmológico, com a Terra no centro, para refletir precisamente as melhores observações astronômicas a ele disponíveis.

Na verdade, foram os pioneiros da Revolução Científica que superaram a visão comum do mundo revelado aos sentidos por observação direta, a fim de que suas teorias ganhassem aceitação.[2] A mais óbvia discrepância entre as informações de nossos sentidos e as novas idéias é que a Terra parece simplesmente em repouso, com os corpos celestes claramente girando em torno dela. O homem renascentista não tinha nenhuma experiência de, por exemplo, voar num avião a 900 km por hora e mesmo assim não sentir que esteja se movendo. Quando ele se movia rapidamente, tal como montado em um cavalo, podia sentir que estava se movendo. E para explicar o movimento aparente dos objetos celestes, a Terra teria de ter uma velocidade de rotação verdadeiramente incrível. (No equador, a velocidade real é acima de 1.500 km por hora).

Um fato ainda mais importante é que se a Terra tivesse uma velocidade de rotação tão alta, seria razoável que nós fossemos capazes de detectar esse movimento de muitas formas. Por exemplo, se deixássemos cair uma pedra de uma torre, ela cairia a alguma distância da base da torre, na direção oposta ao movimento da Terra, pois o solo teria se movido enquanto a pedra caía. A atmosfera da Terra também seria deixada para trás de forma que haveria um vento contínuo, de alta velocidade, de leste para oeste.

Em um nível mais técnico, a razão principal para a rejeição do sistema heliocêntrico de Copérnico por muitos grandes astrônomos do século XVI era a ausência de qualquer paralaxe observada nas “estrelas fixas”. Paralaxe é um termo astronômico para o fato de que objetos parecem mudar de posição quando observados de diferentes pontos. Se a Terra orbitasse em torno do Sol, as estrelas deveriam ter um discreto movimento aparente ao longo do ano, mas os astrônomos não observavam tal fenômeno. (A explicação para isso é que as estrelas estavam muito mais longe da Terra do que qualquer um naquela época suspeitava, o que fazia com que a paralaxe fosse muito pequena para ser detectada pelos instrumentos de então).

Copérnico contornou a dificuldade apresentada pela sua teoria com uma hipótese ad hoc, declarando que a esfera de estrelas estava dez vezes mais longe da Terra do que se podia suspeitar inicialmente. Essa era não só uma hipótese ad hoc, mas também, como diria um popperiano, infalseável: não havia, então, instrumentos disponíveis para medir uma paralaxe tão pequena como a nova distância sugeria. E se um astrônomo geocêntrico desenvolvesse um instrumento capaz de medir tal diminuta alteração na posição observável [correspondente à nova distância copernicana], Copérnico poderia (e, indubitavelmente, iria) simplesmente mover a esfera estelar para uma distância dez vezes maior.

Copérnico estava também “intrigado com as variações de brilho do planeta Marte, que ele tinha observado. [Mas] o sistema copernicano era tão incapaz de explicar o fenômeno de Marte que Galileu, em seu principal trabalho sobre o assunto, elogiou Copérnico por ele ter permanecido fiel à sua nova teoria apesar da mesma contradizer a observação ...” (Butterfield, 1949, p. 23).

Como mostrado acima, o copernicanismo violou muitos dos princípios da física aristotélica. Copérnico não conseguia explicar porque os objetos não se desprendiam da Terra em rotação, porque a Terra não se partia ao meio devido à rotação, porque os objetos caiam em linha reta no solo ou o que mantinham os objetos celestes em suas órbitas se não fosse o movimento transmitido de esfera a esfera do modelo ptolomaico/aristotélico. A física aristotélica explicava todos esses fenômenos de uma forma que coadunava com a experiência então disponível. Como diz Butterfield:

“De fato, você tinha de jogar fora toda a estrutura científica de então e foi aqui que Copérnico falhou em prover uma alternativa. Ele concebeu uma geometria mais simples dos céus, mas ela não se articulava com as razões e explicações que tinham sido, previamente, dadas para os movimentos dos astros”. (1949, p. 27)

É claro que a física aristotélica tinha suas próprias dificuldades, mas o copernicanismo tinha todo um conjunto de problemas, ao passo que eliminava apenas alguns. “Muitos dos elementos essenciais pelos quais conhecemos a Revolução Copernicana – cálculos precisos e simples, a abolição dos epiciclos e das excêntricas, a dissolução das esferas, o sol como uma estrela, a expansão infinita do universo – isso e muito mais não se encontra em lugar nenhum no trabalho de Copérnico”. (Kuhn, 1957, p135).

Nem mesmo a afirmação freqüente de que a teoria de Copérnico era significativamente mais simples que a de Ptolomeu, passa incólume a um escrutínio mais cuidadoso. Como nota Lakatos: “A simplicidade superior da teoria de Copérnico era um mito, tanto quanto sua maior precisão. O mito de maior simplicidade foi destruído pelo trabalho de modernos historiadores. Eles nos lembram que enquanto a teoria de Copérnico resolve certos problemas de maneira mais simples do que a de Ptolomeu, o preço das simplificações é uma complicação inesperada na solução de outros problemas. O sistema copernicano é certamente mais simples, uma vez que ele dispensa o uso de deferentes e excêntricas mas cada deferente e excêntrica removida tem de ser substituída por um novo epiciclo ou ciclo ... ele também é obrigado a colocar no centro do universo não o Sol, como originalmente pretendia, mas um ponto do espaço muito próximo dele”.

A sugestão de que Galileu tinha a seu favor todas as evidências nessa batalha contra os aristotélicos e a Igreja é, também, equivocada. Em seu livro Sobre os Dois Sistemas, uma das maiores evidências que ele ofereceu em suporte ao modelo copernicano foi a existência das marés. Galileu as explicou como originadas do movimento da Terra que era capaz de balançar os oceanos para frente e para trás, de forma similar a que um balde oscilante e cheio de água terá um nível maior do líquido num dos lados e menor no outro, dependendo do ponto da trajetória da oscilação em que ele se encontra.

Esse entendimento é, claro, muito diferente do atual, que considera as marés surgindo da influência gravitacional da lua. Mas, o que é realmente surpreendente sobre a hipótese de Galileu, dada a sua fama atual de um grande empiricista, é que ele não tinha sequer investigado o período real das marés para exarar seu argumento! Sua teoria exigia um ciclo de maré de 24 horas, enquanto, na verdade, o ciclo é de 12 horas. Quando ele soube que os marinheiros do Mediterrâneo relatavam marés altas e baixas a cada 12 horas, ele explicou essa ofuscante discrepância como resultante de variações locais da profundidade marítima. (Veja Shea and Artigas, 2003).

Galileu também fracassou como “bom empiricista” quando ignorou seu aliado Kepler, cuja teoria dizia que as órbitas planetárias eram elípticas e não circulares. O modelo de Kepler se conformava aos dados muito melhor que o de Galileu e, mesmo assim, as cartas de Kepler a Galileu sugerindo órbitas elípticas nunca mereceram sequer uma resposta.

Quando se analisa a história real da Revolução Científica, torna-se aparente que a observação era raramente o principal impetus para o desenvolvimento das teorias mais importantes. Ao contrário, as principais inspirações dos maiores cientistas vinham de suas crenças sobre o tipo de mundo que Deus criou. Copérnico e Kepler foram neo-platonistas e, por isso, eles consideravam que o Sol, a luz mais brilhante de nosso mundo, ficava mais adequadamente posicionado no centro da criação de Deus do que a Terra. Copérnico, além disso, não simpatizava com o fato do modelo ptolomaico dos céus centralizar as órbitas dos corpos celestes não na Terra, o suposto centro do cosmos, mas num ponto chamado deferente, que era um ponto no espaço vazio, próximo à Terra. Newton era um homem profundamente religioso, que acreditava que o trabalho de Deus exibia um tipo de perfeição matemática, que ele esperava estar refletida em suas próprias teorias.

Encontrei outra idéia muito comum sobre a Revolução Científica folheando uma edição recente da National Geographic. Especulando sobre o impacto de possíveis descobertas futuras de outros planetas similares à Terra, o autor do artigo escreve: “É difícil descrever o estado de excitação sentido pelos cientistas em relação à possibilidade da visão do pálido ponto azul. Se ele se mostrasse um lugar com água e temperaturas razoáveis, a humanidade estaria diante da versão ‘sec. XXI’ da descoberta de Copérnico, há cerca de 500 anos, de que a Terra não era o centro do sistema solar. A descoberta mostraria que ‘não estaríamos num lugar especial, que poderíamos ser parte de um continuum de vida no cosmos e que a vida poderia ser muito comum’, afirma Michael Meyer, um astrônomo da Universidade do Arizona”.

Como corolário do que foi dito acima, há uma sugestão freqüente de que os indivíduos nos séculos XVI e XVII rejeitavam a idéia do sistema solar (Sol no centro) porque ele deslocaria a Terra de sua posição especial como centro do universo e, portanto, faria a humanidade parecer menos importante no esquema da criação. Contudo, o professor John Milton, com quem estou estudando História da Ciência no King’s College em Londres, observa que os historiadores não descobriram nenhuma evidência de que contemporâneos de Copérnico e Galileu afirmaram tal coisa. E isso não é tão surpreendente, quando consideramos que, na cosmologia que então prevalecia, o centro do cosmos não era um lugar muito prestigioso. Aristóteles o considerava como uma região em torno da qual gravitava matéria pesada e corrupta, distintamente inferior à perfeição imutável exibida pelos céus. E na Divina Comédia de Dante, o ocupante do centro da Terra, e portanto no ponto mais central do universo, era ninguém menos que o próprio Satã. Colocar a Terra nos céus (fora do centro do universo) era uma grande promoção.

Nada do que eu apresentei acima significa alegar que o conservadorismo típico de interesses arraigados de, por exemplo, aristotélicos que dominavam as universidades dos séculos XVI e XVII não se constituíam em obstáculos científicos adicionais que as novas concepções sobre o mundo físico deveriam ultrapassar, ou que a Igreja Católica nunca tenha resistido ao progresso científico por razões dogmáticas.

Mas a versão comum e popular da história da ciência, na qual cientistas nobres e heróicos lutavam contra as forças retrógradas da religião, é um conto de fadas, concebido principalmente por Voltaire e seus seguidores, para desacreditar as crenças religiosas que eles desprezavam. A história real da Revolução Científica é muito mais complexa e mais rica em nuances do que a peça teatral moralmente simplista que eles inventaram. Se estamos verdadeiramente interessados em entender os papéis que a Religião e a Ciência têm desempenhado na criação de nossa civilização, nós devemos colocar de lado os mitos e nos ater à realidade. [1] Temos, também, contribuições tupiniquins para tais sandices. Só para citar um exemplo, o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão comenta, em seu livro de divulgação científica (Astronomia e Austronáutica, Ed. Francisco Alves, 1978, página 122): “Como as observações dos planetas forneciam elementos incompatíveis com esse esquema [sistema geocêntrico], Ptolomeu concebeu um complicado sistema de ciclos e epiciclos. Esta concepção foi aceita pelos teólogos medievais, que recusavam qualquer outra idéia que não colocasse a Terra no centro do Universo, e qualquer outro tipo de trajetória que não fosse o círculo, pois este representava o mito da perfeição do Criador. Tais idéias se mantiveram e atravessaram a Idade da Treva e a Idade Média, quando uma espécie de auto-censura impedia a aceitação do heliocentrismo, já descoberto na velha Grécia por Aristarco, mais de um século antes de Hiparco”. (N. do T.)

 

[2] Olavo de Carvalho, em ‘O Jardim das Aflições’ diz, na página 151, “Mas um fundo de charlatanismo parece já ter sido introduzido na física por Galileu, quando proclamou ter superado a noção da ciência antiga, segundo a qual um objeto não impelido por uma força externa permanece parado – uma ilusão dos sentidos, segundo ele. Na realidade, pontificava, um objeto em tais condições, permanece parado ou em movimento retilíneo e uniforme. E, após ter assim derrubado a física antiga, esclarecia discretamente que o movimento retilíneo e uniforme não existe realmente, mas é uma ficção concebida pela mente para facilitar as medições. Ora, se o objeto não movido de fora permanece parado ou tem um movimento fictício, isto significa, rigorosamente, que ele permanece parado. Ou seja, Galileu não contestou a física antiga, apenas inventou um modo de provar que ela tinha razão ...” Um pouco antes (p. 145), discorrendo sobre o caráter matemático das leis cósmicas que fundamenta toda a ciência moderna, Olavo cita Edmundo Husserl (nota 106): “Segundo o que observamos, a idéia galilaica [a exatidão matemática da natureza] é uma hipótese, e uma hipótese de um gênero surpreendente. Surpreendente, porque, não obstante a verificação, a hipótese permanece uma hipótese, e o permanece para sempre; a verificação (a única possível) é uma seqüência infinita de verificações. É precisamente esta a essência própria da ciência natural, o a priori do seu modo de ser.” (N. do T.)

Referências

• Appenzeller, T. (2004) "Search for Other Earths", National Geographic, Dec. 2004, pp. 68–95.

• Butterfield, H. (1949) The Origins of Modern Science: 1300–1800: London: G. Bell and Sons Ltd.

• Kuhn, T.S. (1957) The Copernican Revolution: Planetary Astronomy in the Development of Western Thought, Cambridge, Massachusetts and London: Harvard University Press.

• Lakatos, I. (1978) The Methodology of Scientific Research Programmes: Philosophical Papers Volume 1, Cambridge, England: Cambridge University Press.

• Shea, W.R. and M. Artigas (2003) Galileo in Rome: The Rise and Fall of a Troublesome Genius, Oxford, England: Oxford University Press.

• Wessells, N.K and J.L. Hopson (1988) Biology, New York: Random House.

 

Publicado por LewRockwell.com

 

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo
 
 

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